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Quem são os investigados por supostos descontos irregulares na folha de pagamento do GDF

Ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa e ex-secretário Ney Ferraz Divulgação Uma operação da Polícia Civil e do Ministério Público, deflagrada na man...

Quem são os investigados por supostos descontos irregulares na folha de pagamento do GDF
Quem são os investigados por supostos descontos irregulares na folha de pagamento do GDF (Foto: Reprodução)

Ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa e ex-secretário Ney Ferraz Divulgação Uma operação da Polícia Civil e do Ministério Público, deflagrada na manhã desta sexta-feira (19), investiga descontos irregulares na folha de pagamento de servidores do Distrito Federal. O Banco de Brasília (BRB) — responsável pelos pagamentos —, a Secretaria de Economia, o Instituto de Previdência dos Servidores do DF (Iprev) e a empresa PicPay são alvos. Entre os investigados estão o ex-secretário de Economia do DF Ney Ferraz e o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa, além de Eduardo Chedid Simões, diretor do PicPay, que já foi indiciado pela CPMI dos Descontos Indevidos do INSS. O Ministério Público, com apoio da Polícia Civil, cumpre 50 mandados de busca e apreensão em Brasília, São Paulo (SP) e Curitiba (PR). As defesas tanto de Paulo Henrique Costa quanto de Ney Ferraz afirmam que ainda não tiveram acesso aos autos. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. O BRB informou que não "reconhece qualquer irregularidade nas operações mencionadas" e que "rejeita a alegação de cobrança indevida" (veja íntegras das notas abaixo). Paulo Henrique Costa Paulo Henrique Costa esteve à frente do BRB a partir de 2019, indicado pelo ex-governador do DF Ibaneis Rocha e conduziu a tentativa de compra do Banco Master pela instituição. O executivo foi afastado em novembro após decisão judicial. Ele foi preso em abril deste ano, na Operação Compliance Zero, suspeito de não seguir práticas de governança e permitir negócios do BRB com o banco Master sem lastro — ou seja, sem garantias que sustentem seu valor. Costa é formado em administração de empresas com especializações na área financeira em universidades do exterior, e possui mais de 20 anos de experiência no mercado financeiro. Antes de assumir o BRB, ele era vice-presidente de Clientes, Negócios e Transformação Digital da Caixa Econômica Federal, onde trabalhava desde 2001 até assumir o BRB. Ney Ferraz Ney Ferraz foi alvo de outra operação da Polícia Civil e do MP nesta quarta-feira (17). A ação investiga crimes contra a administração pública. O ex-secretário é advogado e servidor público federal do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Ele esteve em cargos estratégicos na gestão do ex-governador Ibaneis Rocha (MDB): presidente do Instituto de Previdência dos Servidores Públicos do Distrito Federal (Iprev); presidente do Instituto de Assistência à Saúde do Servidor do DF (Inas); secretário de Planejamento, Orçamento e Administração do DF; secretário de Economia do DF. Em fevereiro do ano passado, ele e a esposa foram condenados por lavagem de dinheiro e ocultação de bens. As investigações identificaram as irregularidades enquanto ele presidia o Iprev, entre 2019 e 2022. À época, ele foi absolvido da acusação de corrupção. Em julho, o Tribunal de Justiça do DF reformou a decisão anterior e condenou Ney Ferraz a nove anos e nove meses de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro. Segundo a investigação, ele teria recebido cerca de R$ 1,6 milhão em propina no esquema. À época, ele negou ter cometido irregularidades. Ney Ferraz afirmou que entraria com recurso no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Em agosto, após a condenação em segunda instância, Ney Ferraz pediu exoneração da Secretaria de Economia do DF. Eduardo Chedid Simões Eduardo é executivo do PicPay Bank – Banco Múltiplo S.A. Ele foi citado entre os gestores das instituições financeiras investigadas por atuação no ecossistema de consignados e descontos indevidos no INSS. Na CPMI dos Descontos Indevidos do INSS, Eduardo foi indiciado. O que diz o BRB "O BRB informa que não tem contrato com a PicPay no contexto da operação realizada na manhã de hoje (19). O Banco não exerce ingerência sobre a contratação, as condições financeiras e o relacionamento entre servidor e a PicPay, a instituição de pagamento responsável pela oferta dos serviços. Quanto aos empréstimos consignados firmados diretamente com o Banco, o BRB observa rigorosamente as margens e os limites estabelecidos pela legislação. A instituição esclarece que a BRB Serviços, empresa que integra o Conglomerado BRB, não participa do fluxo de lançamento das consignações em relação a PicPay, conforme Decreto n.º 46.103/2024. Importante destacar, ainda, que os fatos sob investigação não dizem respeito à atual administração do BRB. Por fim, o BRB reforça seu compromisso com a integridade, a conformidade e a transparência, e colabora integralmente com as autoridades competentes." O que diz o PicPay "A Antecipação Salarial é um benefício gratuito, oferecido diretamente no aplicativo, sem intermediários e sem cobrança de juros. O usuário antecipa parte do salário referente aos dias já trabalhados no mês e recebe o valor imediatamente em um cartão de uso pessoal gratuito, protegido por biometria facial. Na modalidade gratuita, o valor é disponibilizado no cartão. Caso o usuário opte por receber o recurso diretamente em conta corrente, a antecipação deixa de ser gratuita e passa a contar com uma taxa operacional, apresentada de forma clara antes da confirmação da transação. No dia do pagamento, o valor antecipado é compensado automaticamente, sem acesso do PicPay à folha de pagamento. A solução não é crédito consignado nem empréstimo e está estruturada em conformidade com o Código de Defesa do Consumidor e com as normas do Banco Central. O PicPay reafirma que não houve qualquer irregularidade ou cobrança indevida na oferta do produto e segue colaborando plenamente com as autoridades competentes." O que diz a Secretaria de Economia "A Secretaria de Economia informa que, nesta sexta-feira (19), o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) realizaram ação de busca e apreensão relacionada a equipamentos utilizados por alguns servidores da Pasta no âmbito de investigação que apura fatos relacionados a acordos para concessão de empréstimos consignados firmados em período anterior. A Secretaria esclarece que a investigação tem como objeto a conduta de agentes públicos e não a atuação institucional da Pasta. A Secretaria está colaborando integralmente com as autoridades responsáveis pela investigação, garantindo pleno acesso às instalações e prestando todo o apoio necessário para o cumprimento das diligências e a coleta dos materiais solicitados." Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.